Fonte:https://promovelitoral.com.br/noticias/fortaleza-nossa-senhora-dos-prazeres-ilha-do-mel/

Esse é o quarto e ultimo artigo de uma série chamada “Fortificações coloniais no Brasil”. Essa série foi baseada no livro “Arquitetura Militar: um panorama histórico a partir do Porto de Santos”, mais especificamente no terceiro capítulo, escrito por Carlos A. Cerqueira Lemos, intitulado “ As fortificações coloniais no Brasil”. Se você perdeu o primeiro artigo acesse e acompanhe do começo para entender direitinho na sequencia.

Por ser um tema extremamente vasto e que pode ser tratado de diferentes maneiras, adotaremos a didática de Lemos, dividindo a história das fortificações em quatro etapas, cada etapa estabelecida por ele foi tratada em um artigo. Dessa forma a leitura será mais dinâmica, de modo a não tomar muito do seu tempo e ser de fácil consulta.

1° Etapa compreende o período de reconhecimento do território brasileiro até o ataque holandês e seus efeitos no litoral brasileiro. Abordando um período próximo de 1580 à 1640;

2° Etapa abrange “algo entre” 1630 à 1654, período de permanência dos holandeses no Brasil e que sobrepõe a primeira etapa;

3° Etapa: Trata sobre os últimos anos do século XVII até o fim do século XVIII, onde ocorreram os planos de fortificação contra ingleses, franceses e holandeses;

4° Etapa: Aborda o período em que os espanhóis presentes na Argentina procuraram ocupar o litoral ao sul da Cananéia.

Fonte: imagem de divulgação

A quarta etapa

Em 1735 o Brasil ainda colônia era atacado duramente, tornando novamente necessário fortificar os litorais, nesse período, o responsável por parte dessas atualizações foi José da Silva Pais, um engenheiro e arquiteto importante na história da arquitetura brasileira.

Ilha de Anhatomirim/ Fonte: escunamirim

Porém, ele foi melhor arquiteto do que fortificador, porque imaginou um sistema triangulado de fortalezas em 1739, que foi considerado bastante ineficaz por Lemos.

Esse sistema criado em duas ilhas contava com as fortificações Santa Cruz de Anhatomirim, São José da Ponta Grossa e Santo Antônio de Raton Grande (ou Fortaleza dos Ratones). Todas foram construídas para serem organicamente adequadas a topografia de seus sítios, de modo que não existia uma ordenação geométrica. Isso tornou seus perímetros sinuosos e irregulares, permitindo grandes terraplanagens que o arquiteto pode usar para dispor de vários edifícios .

Outra construção importante para o período é a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres na Ilha do Mel, litoral paranaense, construída em 1767 pelo tenente coronel Afonso Botelho de Sampaio, a fortaleza  tem sua planta retangular, de forma que as cortinas (uma estrutura de defesa geralmente situada entre dois baluartes) são de cantaria aparelhada.

Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres/ Fonte: Viagemeturismo

Em um panorama geral vimos essas quatro etapas sendo dividas pelos seus períodos históricos, necessidades de melhorias em suas defesas de territórios, técnicas, implantações e estratégias. Devido a todas essas mudanças o Brasil tem uma riquíssima diversidade de tipologias sobre fortes e fortalezas que contam todas histórias por todo o país.

Essa série de artigos teve como intuito falar sobre fortificações coloniais aqui no Brasil, apresentando o método usado por Lemos, esperamos que a leitura tenha sido útil e tranquila, sinta-se a vontade para deixar um comentário com sugestões, criticas ou acréscimos.

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