Fortificações coloniais no Brasil: 2º etapa

Esse é o segundo artigo de uma série chamada “Fortificações coloniais no Brasil”, que tem quatro partes. Essa série é baseada no livro “Arquitetura Militar: um panorama histórico a partir do Porto de Santos”, mais especificamente no terceiro capitulo, escrito por Carlos A. Cerqueira Lemos, intitulado “ As fortificações coloniais no Brasil”. Se você perdeu o primeiro artigo acesse e acompanhe do começo para entender direitinho na sequencia.

Por ser um tema extremamente vasto e que pode ser tratado de diferentes maneiras, adotaremos a didática de Lemos, dividindo a história das fortificações em quatro etapas, cada etapa estabelecida por ele será tratada em um artigo. Dessa forma a leitura será mais dinâmica, de modo a não tomar muito do seu tempo e ser de fácil consulta.

Fonte: Imagem de divulgação

Como vimos anteriormente a 1° Etapa compreende o período de reconhecimento do território brasileiro até o ataque holandês e seus efeitos no litoral brasileiro. Abordando um período próximo de 1580 à 1640. Já as outras etapas são divididas da seguinte maneira:

2° Etapa: Abrange “algo entre” 1630 á 1654, período de permanência dos holandeses, e que sobrepõe a primeira etapa.

3° Etapa: Trata sobre os últimos anos do século XVII até o fim do século XVIII, ocorreram os planos de fortificação contra ingleses, franceses e holandeses.

4° Etapa: Aborda o período que os espanhóis presentes na Argentina procuraram ocupar o litoral ao sul da Cananéia.

A segunda etapa

Essa época trata primordialmente das obras do período em que houveram invasões holandesas em Pernambuco e onde pela primeira vez no Brasil, o sistema defensivo era mais articulado, o que garantia a defesa de uma faixa litorânea mais extensa, como veremos a seguir.

O que diferenciava o sistema das construções holandesas é a maneira como se dava a implantação no terreno, já que geralmente escolhiam áreas planas, enquanto os portugueses usavam mais padrastos (uma posição mais elevada, podendo ser encostado em uma colina).

Outra coisa que os diferenciavam do que havia sendo feito até então foi a introdução do “sistema bastionado”, que era uma forma de se construir os bastiões ou trincheiras avançadas que juntas formavam um sistema de proteção em volta da edificação com posições mais estratégicas.

Desenho de uma fortificação bastionada com cinco pontas / Fonte: Vauban(1762)

As duas principais construções desse período são a Fortaleza de Santiago das Cinco Pontas e a Fortaleza de Santa Cruz de Itamaracá (ou Forte Orange).

Fortaleza de Santiago das Cinco Pontas/ Forte:visit.recife

A Fortaleza das Cinco Pontas, originalmente foi levantada em 1630 pelo engenheiro holandês Commersteyn, ela possuía cinco baluartes que lhe renderam o nome, mas após várias mudanças em obras de conservação, foi se modificando até surgir a planta que vemos hoje, caracterizada por um quadrado provido de quatro baluartes nos seus vértices.

Já a Fortaleza de Santa Cruz de Itamaracá ou Forte Orange como era chamada pelos holandeses que a construíram em 1631, defendia a barra do Rio Igaraçu. Possuía planta quadrada e também possuía quatro baluartes de ângulo agudo.

A Fortaleza de Santa Cruz de Itamaracá/ Fonte:Wikipedia

Como vimos durante o texto as principais características das fortificações na segunda etapa eram as implantações e o sistema bastionado que foram ideias trazidas pelos holandeses. Além disso mostramos como exemplo a Fortaleza de Santiago das Cinco Pontas e a Fortaleza de Santa Cruz de Itamaracá (ou Forte Orange).

Nos próximos artigos abordaremos as etapas 3 e 4 com base no livro “Arquitetura Militar: um panorama histórico a partir do Porto de Santos”. O Habitamos agradece sua visita e nos acompanhe para saber mais sobre fortificações e outros assuntos. Visite também nossa página inicial e conheça o site.

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