Fonte:herbstarchitects

Na semana passada falamos sobre o desenho a mão livre ou croqui, e de sua importância diante de um mundo onde a tecnologia nos traz tantas possibilidades de representação e inúmeras facilidades para desenhar. E hoje, também visando essa realidade, viemos falar sobre a maquete física na arquitetura e o seu papel na elaboração de projetos e estudos.

A maquete é um instrumento de representação, que por possuir maior aproximação com o objeto existente ou a ser construído, tem mais facilidade de ser compreendido em sua totalidade. Ela é importante por nos apresentar em uma escala reduzida a reunião de todos os desenhos bidimensionais que criamos durante o projeto. Muitas vezes ao visualizar o objeto em 3d, conseguimos enxergar novas situações, erros, empenas, entre outros detalhes que não conseguíamos quando víamos apenas em nossas mentes e desenhos.

Existem muitos softwares que executam maquetes de forma eletrônica, e até podemos faze-las juntamente aos desenhos bidimensionais de forma automatizada. Mas a maquete física ainda tem seu papel como maneira de criar, estudar e apresentar projetos de forma eficiente.

Esboço de um projeto

Fonte:vivadecora

Uma maneira de se usa-la é nos estudos iniciais da forma ou para visualização da interação entre volumes. Com uma maquete de fácil manipulação usando qualquer material disponível, você consegue mexer e enxergar rapidamente um volume e sua escala, e assim usá-la para auxiliar nas fases iniciais de um projeto, na concepção das primeiras ideias, onde muitas vezes ao manipular um pequeno objeto pode-se ter novas ideias de formas ou espaço.

Mesmo para quem não gosta ou não tem paciência para fazer maquetes com muitos detalhes, uma maquete de esboço, onde você só precisa se preocupar com o volume e a escala, pode ser de grande ajuda. Dá pra fazer com muita facilidade e vale muito a pena tentar. Você pode usar materiais recicláveis, pequenas caixas ou apenas uma folha sulfite, o que vale é a sua criatividade.

Para estudo de um espaço

Fonte:architecturalmodels.tumblr

Na arquitetura e no urbanismo, uma maquete de estudos pode ser muito interessante, podendo ser apenas do entorno ou topográfica, onde podemos inserir o objeto e alterá-lo com facilidade. Ou um modelo de um objeto existente e seu entorno, e podemos estudar por exemplo um edificio tombado e como fazer alterações sem que o prejudique.

A diferença dela com o esboço é que ela precisa de um pouco mais de tempo e cuidado, pois precisa representar muito mais detalhes, para que possa servir de estudo, e também ser compartilhada com outros colegas, quando for necessário discutir sobre o projeto, podendo ser também uma maquete de detalhe, que mostra encaixe ou peças específicas cuja unidade não esteja tão clara em desenhos.

Apresentação

Fonte: worlddesignconsortium.com

Na fase final de um projeto, para apresentar a grandes clientes ou professores, uma maquete detalhada pode mostrar toda a ideia e dimensão de uma obra com maior clareza, além de poder auxiliar uma boa apresentação, onde você pode apontar detalhes, partes, caminhos e volumes que já estão no modelo.

Quanto mais rica em detalhes, mais se aproxima do objeto a ser construído e mais fácil é a sua compreensão. Mesmo sendo a versão mais trabalhosa e cara, vale muito a pena.

A maquete fisica na arquitetura pode trazer muita clareza e auxilio desde a fase inicial de um projeto até a sua apresentação final para um professor ou cliente, juntamente com os croquis e desenhos técnicos, se torna uma ferramenta importante de representação, estudo e criação.

Esse artigo teve como objetivo apresentar um pouco sobre a importancia da maquete na arquitetura. Se quiser conhecer outros artigos como esse visite nossa página inicial. O Habitamos agradece sua visita, caso tenha alguma crítica ou sugestão de tema deixe um comentário.

Assine a Newsletter do Habitamos

No spam guarantee.

Deixe seu comentário e contribua com o crescimento do Habitamos